“O Relógio que Andava Devagar”, de Arthur Souto, conquista os prêmios de Melhor Livro Infantil e Melhor Capa Infantil no III Prêmio Sapiens de Literatura 2026
- Mundo Encantado dos Livros
- há 6 horas
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Livro premiado transforma combate ao idadismo em lição de empatia para crianças

A literatura infantil ganhou uma importante aliada na promoção do respeito, da inclusão e da valorização das diferentes fases da vida. A obra O Relógio que Andava Devagar, do escritor Arthur Souto, foi reconhecida no III Prêmio Sapiens de Literatura 2026 com duas das mais importantes premiações da categoria: Melhor Livro Infantil e Melhor Capa Infantil.
A conquista evidencia a relevância de uma obra que vai além do entretenimento, utilizando a fantasia e a sensibilidade para abordar um tema social cada vez mais necessário: o combate ao idadismo, preconceito direcionado às pessoas idosas.
Uma história simples com uma mensagem profunda
Na narrativa, o leitor é apresentado a uma cidade onde todos vivem correndo. Pessoas, veículos e até os relógios parecem estar sempre apressados. Em meio a essa rotina acelerada, surge Vovô Tempo, um antigo relógio de corda que funciona em um ritmo diferente dos demais. Por ser mais velho e aparentemente ultrapassado, ele se torna alvo de críticas e zombarias dos relógios modernos.
A trama ganha força quando os equipamentos mais modernos deixam de funcionar e a cidade entra em caos. É então que Vovô Tempo demonstra sua importância, utilizando sua experiência, observação e sabedoria para ajudar todos a recuperarem a ordem e o equilíbrio. Ao final, os personagens compreendem que cada indivíduo possui valor próprio e que a idade não diminui a capacidade de contribuir para a sociedade.
Literatura como ferramenta de formação humana
Mais do que uma história infantil, O Relógio que Andava Devagar oferece uma oportunidade de diálogo entre crianças, educadores e famílias sobre respeito, empatia e convivência intergeracional.
A obra estimula reflexões importantes sobre diversidade, inclusão e valorização da experiência dos mais velhos, contribuindo para a formação socioemocional das crianças desde os primeiros anos escolares. Em um cenário onde a sociedade frequentemente associa valor à velocidade, à juventude e à produtividade, o livro convida os leitores a enxergarem a sabedoria acumulada ao longo da vida como um patrimônio coletivo.
Além disso, o formato de livro para colorir amplia a interação das crianças com a narrativa, incentivando a criatividade, a imaginação e a participação ativa durante a leitura.
Reconhecimento merecido
Os dois prêmios conquistados no III Prêmio Sapiens de Literatura 2026 reforçam a qualidade literária e pedagógica da obra. O reconhecimento como Melhor Livro Infantil destaca a força da narrativa e sua capacidade de transmitir valores essenciais para a infância. Já o prêmio de Melhor Capa Infantil evidencia o cuidado artístico presente no projeto editorial, tornando a experiência de leitura ainda mais atrativa para o público infantil.
Sobre o autor
Arthur Souto, pseudônimo de Márcio José Zacarias, possui uma trajetória profundamente ligada à educação. Graduado em Pedagogia, Letras, Artes, Educação Física e História, além de diversas especializações na área educacional, atua como professor do Ensino Fundamental I na rede municipal de São Paulo. Sua produção literária é marcada pelo compromisso com temas humanos, sociais e educacionais, transformando histórias em instrumentos de reflexão, aprendizado e sensibilidade.
Uma obra para crianças e adultos
Ao acompanhar a jornada do simpático Vovô Tempo, crianças aprendem sobre respeito e valorização das diferenças, enquanto adultos são convidados a refletir sobre a forma como enxergam o envelhecimento e a experiência acumulada ao longo da vida.
Com delicadeza, criatividade e uma mensagem universal, O Relógio que Andava Devagar mostra que algumas das maiores lições da vida não estão na pressa de chegar primeiro, mas na sabedoria de compreender que cada pessoa tem seu próprio tempo de florescer.
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