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O Artesão da Morte: há coisas que nunca deveriam sobreviver à morte

A curiosidade abriu a primeira porta. O fanatismo religioso indicou o caminho. O sofrimento moldou suas mãos. E o amor despertou algo que jamais deveria ter existido.


“Há quem transforme a vida em arte. Ele escolheu a morte como matéria-prima.”


Em O Artesão da Morte, novo livro de Arthur Souto, a morte não representa necessariamente o fim. Em um ateliê escondido dos olhos do mundo, ossos e peles humanas são transformados em obras de beleza macabra, carregadas de segredos e da inquietante sensação de que algo de seus antigos donos ainda permanece ali.

 

Entre horror, obsessão e mistério, a narrativa conduz o leitor à mente de um personagem que enxerga o corpo humano não como algo destinado ao esquecimento, mas como matéria capaz de alcançar uma nova forma de existência.

 

E talvez esse seja o aspecto mais perturbador da história: para o Artesão, aquilo que provoca horror nos outros pode ser apenas arte.

 

Lançamento na Bienal

 

O Artesão da Morte será lançado durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Arthur Souto estará presente no dia 7 de setembro de 2026, no Espaço Leia Mais — Rua E, Stand 10, no Distrito Anhembi.

 

Uma oportunidade para conhecer o autor e atravessar a porta de uma história sombria, provocadora e difícil de esquecer.


 

Antes de abrir o livro, porém, fica uma pergunta:

 

Olhe para a sua pele. Que obra o Artesão da Morte enxergaria em você?

 

Se tiver coragem e estômago, entre.

 

Mas cuidado: talvez o Artesão não veja um leitor. Talvez veja a matéria-prima de sua próxima obra.


Por: Mundo Encantado dos Livros

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